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'Não pedi demissão', diz Guedes após reunião com Bolsonaro sobre gastos

Em coletiva, o ministro falou ainda sobre a decisão de seguir em frente com a proposta que pode 'furar' o teto de gastos e sobre as críticas contra sua atuação


Após o anúncio do Governo Federal sobre o Auxílio Brasil e o avanço da proposta que ameaça "furar" o teto de gastos para financiar o programa, o presidente Jair Bolsonaro fez uma visita ao Ministério da Economia para se encontrar com Paulo Guedes. Após a conversa, os dois fizeram um pronunciamento à imprensa a fim de acalmar os ânimos do mercado financeiro. 

Nesta quinta-feira (22), a bolsa de valores brasileira operou em queda e o dólar sofreu disparada, diante da ameaça de extrapolação do teto de gastos. No mesmo dia, quatro secretários do Ministério da Economia anunciaram suas demissões alegando motivos pessoais.

O presidente iniciou a coletiva dizendo que não fará "nenhuma aventura" na economia e que mantém "confiança absoluta" no ministro. Guedes se pronunciou em seguida, respondendo perguntas dos jornalistas. As informações são do G1.

Sobre a possibilidade de ultrapassar o teto de gastos para viabilizar o valor do Auxílio Brasil, Guedes deu a entender que pretende seguir em frente.

"Tem essa sutileza: como não há fonte permanente – permanente eram os R$ 300 que cabem dentro do teto –, mas como não há fonte permanente e IR não andou, o governo não podia ficar parado. Não vou deixar de assistir os mais frágeis. A solução tecnicamente correta não funcionou e a situação dos mais frágeis piorou.", disse o ministro.

Com relação à debandada dos quatro secretários que decidiram sair do Ministério nesta quinta (21), Guedes explicou que o motivo se deu pela possibilidade de "furo" no teto de gastos.

"Resultado: virou guerra, todo mundo brigando com todo mundo, querendo sair. Os mais jovens [secretários que se demitiram] que dizem: 'a linha é aqui, não pode furar o teto'", complementou.

O ministro apoiou o presidente na decisão de aumentar o valor do auxílio à família carentes, hoje conhecido como Bolsa Família. "Acredito que o presidente quer as reformas e é popular. Eu não acho que o presidente é populista. Se fosse populista, ele tinha pedido R$ 600, R$ 700 lá atrás."

Concluindo a fala, Guedes respondeu sobre as críticas à sua atuação à frente da Economia. "Vejo ex-ministro que levou a inflação para 5000% falando de responsabilidade fiscal. Gente que deu aumento três anos seguidos antecipado, disparou a despesa, botou teto em cima e não fez reforma, saiu correndo, também criticando... A críticas construtivas, estou aberto. Críticas de quem passou por aqui e não fez nada?".
'Não pedi demissão', diz Guedes após reunião com Bolsonaro sobre gastos 'Não pedi demissão', diz Guedes após reunião com Bolsonaro sobre gastos Reviewed by Joe25585 on novembro 03, 2021 Rating: 5

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