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  • Do blog do Aluízio, sobre as Farc e o desgoverno

     

    FARCs bombardearam embaixada brasileira em 93

     
    Cláudio Humberto lembrou bem no seu site o episódio do bombardeio da embaixada brasileira em Bogotá pelas FARC, em 1993:

    O presidente Lula e o ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) se recusam a classificar de terroristas as “Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia”, que o PT chama de “movimento popular”, mas não têm esse direito: os narcoterroristas das Farc explodiram 200kg de dinamite na embaixada do Brasil em Bogotá, em 17 de abril de 1993, dia em que o governo brasileiro recebia em Brasília o chanceler colombiano.

    O atentado terrorista das Farc matou 43 pessoas e feriu 350, oito delas diplomatas e funcionários da embaixada brasileira.

    O embaixador Alberto da Costa e Silva só escapou porque acompanhava o chanceler colombiano na visita ao Brasil. Seu gabinete ficou destruído.

    A cabeça de uma criança de dez anos foi encontrada no alto do prédio de oito andares, onde funcionava a embaixada do Brasil.

    Além de não condenar o terror das Farc, o presidente Lula se recusa a participar do esforço para resgatar os 700 reféns que restam. Vergonha.

    E, na Veja que foi às bancas neste sábado, na matéria sobre o resgate de Ingrid Betancourt, vale a pena pinçar o trecho que segue após este prólogo, que retrata como agem os narco-botocudos amiguinhos de Lula e seus sequazes.

    Ao não condenar energicamente os terroristas, Lula e seus sequazes concordam com suas ações. Não há meio termo: ou se é contra ou a favor do terrorismo.

    Afirma a reportagem de Veja:

    “Diz bastante a respeito do caráter pernicioso das Farc o fato de os narcoterroristas não terem se preocupado em prestar assistência médica a seu refém mais precioso.

    Ingrid, que no dia de sua libertação aparentava surpreendente boa forma física, quase sucumbiu a crises renais e de fígado durante o cativeiro. Recuperou-se com a assistência prestada por outro refém, um enfermeiro militar.

    Libertada, ela descreveu uma rotina de picadas de insetos, banhos apressados sob a pressão de guardas armados, necessidades fisiológicas feitas em buracos, noites de insônia que passou acorrentada pelo pescoço e a brutalidade dos algozes.

    "Imaginem o que era para mim urinar na frente dos guardas durante a noite, à luz de lanternas", contou Ingrid. "Havia sevícias e muita maldade, coisas que não vou contar em detalhes porque são demasiadamente dolorosas."

    É por isso que eu tenho vergonha de ter nascido nesse lixo que é o Brasil, onde o governo silencia ante a barbárie. Que nojo! Cuisp, cuisp…

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    Enviado por: Carlão carlaocar@uol.com.br (05/07/2008 08:21)
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  • “O Brasil e as relações perigosas com os terroristas: cai a “

    Esse é o título que o Reinaldo Azevedo deu, em seu blog, ao comentário que fez sobre algumas das maquinações do desgoverno do PT no caso Ingrid Betancourt. segue-se o seu comentário:

     

    O que seriam “negociações discretas”? Considerando que elas não se davam — E NÃO SE DAVAM — com o governo da Colômbia, então só pode ter sido com o outro lado: as Farc. Marco Aurélio diz que o Brasil tinha uma dificuldade para atuar em favor da libertação de Ingrid que outros países envolvidos com a negociação nunca tiveram: ausência de contato com os terroristas.

    É pra rir? O Brasil é o país que dá asilo a Olivério Medina, um dos dirigentes da organização terrorista no exterior. O homem mora em Brasília. A intimidade do governo com ele é tal, que a ministra Dilma Rousseff solicitou PESSOALMENTE ao governo do Paraná a transferência de sua mulher para a Secretaria da Pesca, cujo titular e aquele ministro de aparelho nos dentes…

    Sou levado a concluir que a turma do Iramaraty que dava como certas as negociações — seriam as tais “discretas”? — para Lula aparecer como o libertar de Ingrid estava com a razão. E isso explicaria aquele tom quase melancólico da nota divulgava pela Secretaria de Comunicação. E insisto: Franklin Martins é do tipo que sabe emprestar estilo a textos sobre seqüestro. Poderia ter feito algo muito melhor. Aí deve estar o motivo da preguiça de Lula em falar com Álvaro Uribe. O colombiano lhe tirou a chance de viver "o" grande momento.

    O que esperar de uma país que, dado um evento tão extraordinário, afirma esperar a pacificação do vizinho, como se a Colômbia legal devesse negociar com narcoterroristas? O caso aconteceu debaixo do nariz de Lula, no continente que o Brasil tem a ambição de liderar. E o país se quedou inerme, sendo mero caudatário, por um longo período, das escolhas feitas por um delinqüente como Hugo Chávez.

    Quando resolveu ter alguma idéia, compareceu com a ridícula proposta de um conselho de defesa sul-americana com o propósito de tentar se meter nas relações entre Bogotá e Washington. Ora, não custa lembrar que foi o Plano Colômbia, financiado pelos EUA, que quebrou a espinha da guerrilha.

    Mais um vexame na conta de Celso Amorim, que ele tentará vender como um formidável sucesso — no que alguns trouxas acreditarão.

    Cai a máscara. Jamais diga: "Eles não seria irresponsáveis o bastante". Porque eles sempre serão.

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    Enviado por: Carlão carlaocar@uol.com.br (05/07/2008 08:07)
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  • Farc e Farb

    PT covarde e traidor.

     
    Veja o posicionamento oficial dos covardes, que sempre apoiaram as FARC e que, agora, quando os narco-terroristas são humilhados e derrotados, mudam o discurso, desde o cabeção lá em cima, passando pelo marginal dos dentes podres até o aloprado produtor de dossiês. Como são vis e canalhas!Agora querem a inserção dos bandidos na vida pública! Sim, depois de cumprirem, cada um, no mínimo trinta anos de prisão por crimes hediondos como seqüestro e tráfico de drogas.

    Nota Oficial

    1. O PT soma-se à comemoração pela libertação de Ingrid Betancourt e de outras 14 pessoas seqüestradas pelas FARC, notícia recebida com alegria por pessoas, partidos e governos das mais diferentes orientações políticas.
    2. Reiteramos nossa condenação aos seqüestros, conclamamos a guerrilha a libertar imediatamente os demais seqüestrados e reafirmamos nosso apoio à uma saída pacífica negociada para este conflito que dura décadas, com raízes sociais e políticas profundas; negociação que permita a inserção dos guerrilheiros e de seus simpatizantes na vida pública, bem como a construção de instituições democráticas profundamente renovadas, livres da contaminação do narcotráfico e do crime organizado.
    3. Reafirmamos nossa solidariedade ao Pólo Democrático Alternativo (PDA) e a todas as forças políticas e sociais, dentro e fora da Colômbia, comprometidas com a democracia, a paz e a justiça social.
     
    A Comissão Executiva Nacional do PT
     
    Do blog do Coronel
     
     
    Calma, Coronel! O PT, que tão bem acoitou as Farc no Foro que criou, sempre sabe a hora em que lhe convém mudar de discurso e, mesmo, de programa. Tudo, para esse partido infame, não passa de um jogo de cena. Sempre que uma peça do seu jogo cai no tabuleiro, ele se distancia como se nada tivesse a ver com ela. Quanto ao mais, as Farb são um problema da URSAL. Por aqui, ele e o seu desgoverno contam mais é com as Farb. Veja só esses trechos de um artigo de Rodrigo Constantino, veiculado pelo site do Diego Casagrande:
     
    "O governo Uribe está de parabéns, assim como os militares envolvidos no resgate. Uribe tem lutado praticamente isolado contra os guerrilheiros, já que muitos presidentes latino-americanos são aliados ou obsequiosos com as Farc. O Foro de São Paulo, criado pelo PT de Lula e Marco Aurélio Garcia, ao lado do ditador Fidel Castro, tem dado inclusive declarações de apoio aos guerrilheiros. A resolução no 9 do X Encontro do Foro diz “ratificar a legitimidade, justeza e necessidade de luta (das Farc)”. O governo Lula se recusa a definir as Farc como terroristas. Durante o governo de Olívio Dutra, o representante das Farc, Hernan Rodriguez, foi recebido pelo governador no Palácio Piratini. A revista VEJA trouxe denúncia da existência de documentos da ABIN relatando apoio financeiro das Farc para candidatos petistas. Sabe-se que as Farc celebraram a vitória de Lula nas eleições. A esquerda, de forma geral, prega sempre uma maior “negociação” entre as partes, ignorando que de um lado está o governo democraticamente eleito, e do outro um grupo de traficantes e seqüestradores assassinos."
     
    "No Brasil, o que mais se aproxima das Farc é o MST, grupo de invasores criminosos que vivem com o financiamento de verbas estatais. São inspirados pelo marxismo também, e usam o mesmo tipo de ideologia para incitar a inveja e o ódio nas pessoas e partir para a pilhagem das propriedades privadas. O MST, o embrião crescido das Farb (Forças Armadas Revolucionárias do Brasil), tem agido impunemente, depredando propriedades, obstruindo o progresso, e doutrinando desde cedo as crianças em suas “escolas”, onde o marxismo é o dogma a ser seguido por uma seita fanática. Novamente, a esquerda é conivente com os criminosos, chamando-os de “movimento social”. Quando muito, criticam de forma tímida alguns meios, mas aprovam os fins. O MST ainda não tem o mesmo poder das Farc, mas vem crescendo, alimentado pelo próprio governo. É preciso cortar o mal pela raiz, e impedir esse avanço urgentemente. A primeira medida deveria ser cortar os recursos repassados para todas as ONGs ligadas ao movimento criminoso. A segunda medida seria atuar com rigor contra os invasores. O difícil é esperar isso de um governo cúmplice do movimento, quando o próprio presidente Lula veste literalmente o boné dos invasores".

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    Enviado por: Carlão carlaocar@uol.com.br (05/07/2008 07:57)
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  • Sinistro

    O STF acatou a denúncia da PGR contra Palocci, por suposta prática de "crimes de quadrilha ou bando, falsificação de documento público e lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores", durante sua administração à frente da prefeitura de Ribeirão Preto, São Paulo.

    Aí está! É mais um "sinistro" de Lula que vai para o banco dos réus. Que a Justiça seja implacável, tendo em vista que próprio denunciante já tratou, muito estranhamente, de aliviar a barra do acusado. 

    E a quebra do sigilo bancário do caseiro? Quando é que vai ser julgada? 

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    Enviado por: Carlão carlaocar@uol.com.br (04/07/2008 20:17)
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  • Dindinho

    Que história é essa de que um Lulinha ( qual deles, não sei…) estaria envolvido em altos empreendimentos pecuários? Li, a respeito, um artigo de Adriana Vandoni , que o Coronel postou no seu blog, e confesso que fiquei simplesmente estarrecido com as suspeitas que estão sendo levantadas.

    Que "Casa do Dindo" é essa, meu Deus?!

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    Enviado por: Carlão carlaocar@uol.com.br (04/07/2008 12:54)
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  • Engolindo sapos

    Enquanto o "Dindo" escrachava a "IV Frota", esta, junto com o Uribe, inflingia um dos mais duros golpes que as milícias do Foro de São Paulo e da URSAL sofreram nos últimos tempos, O golpe foi tão contundente que dois dos mais importantes desgovernantes do Foro mudaram o discurso público, passando a "aconselhar" as Farc a que abandonem a luta armada e busquem a via de expressão política. Um claro sinal de recuo. Esperam, porém, que elas cheguem ao poder como eles chegaram e nele esperam se perpetuar: ganhando eleições. Seja lá como for, pois do jeito que foi todo mundo já sabe.

    Para tal empreitada, não faltará dinheiro às Farc, assim como nunca faltou aos desgovernantes do Foro, tanto para se elegerem quanto para se manterem no poder. Mesmo porque alguns desses desgovernos lhes são devedores, pelo que delas receberam ainda quando buscavam sua melhor "expressão política". Ou essa via em que viaja o dinheiro na América Latrina é de u’a mão só?

    Por ora, no entanto, vão ter que engolir mais esse sapo que o Uribe e a "IV Frota" lhes enfiaram goela abaixo.

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    Enviado por: Carlão carlaocar@uol.com.br (04/07/2008 07:31)
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  • Casa do Dindo

    Agora está tudo explicado. Ficamos sabendo, finalmente, a resposta àquela pergunta tantas vezes formulada. A cada escândalo que surgia, nós nos perguntávamos, atônitos: "Que país é este?". A cada registro de de impunidade, indagávamos, perplexos: "Que país é este?". Pessoas muito chegadas, chegadinhas mesmo àquele a quem tudo se permite e do qual nada se cobra, já nos disseram que aqui é a Casa do Dindo.

    É a Casa do Dindo, gente!

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    Enviado por: Carlão carlaocar@uol.com.br (03/07/2008 22:21)
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  • ESTADO POLICIAL

    Estado policial no melhor estilo fascista, bolchevique ou maoísta. É isso o que estamos vendo se implantar entre nós aos pouquinhos, em doses homeopáticas. Falo da nova lei sobre punições de trânsito. Só em cabeças autocráticas cabe a idéia de que o Estado possa ir além do Direito para punir moralmente um motorista que esteja dirigindo de forma correta mas que ingeriu uma quantidade ínfima de álcool. Concordo que precisamos de leis duras e atitudes administrativas eficientes no combate à direção perigosa de veículo. Precisamos prevenir e reprimir condutas delinquentes no trânsito. Mas não desse jeito. Não com o Estado cruzando a fronteira que separa o Direito (definido como o mínimo ético) da Moral individual para nos dizer o que devemos ou não fazer nos estritos limites de nossa vida privada. Li que o próximo passo  é proibir (publicidade de) produtos "engordantes". Sinceramente, não dá pra acreditar que isso esteja se passando numa democracia.

    Maristela.

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    Enviado por: Maristela maristela.simonin@gmail.com (03/07/2008 03:36)
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  • Estado policial

    O comentário abaixo é de Jorge Serrão (Alerta Total).

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    Enviado por: Carlão carlaocar@uol.com.br (02/07/2008 19:23)
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  • Estado policial

    "O Estado policial, no pior estilo soviético, foi duramente combatido ontem pelo presidente do Supremo Tribunal Federal. Gilmar Mendes voltou a criticar o vazamento de informações pela Polícia Federal. O ministro defendeu a criação de uma lei para enquadrar casos de abuso de autoridade. Gilmar cobrou providências do chefão Lula da Silva e do ministro da Justiça, Tarso Genro, para impedir a divulgação não autorizada de investigações da PF. Mendes vai esperar sentado por alguma providência dos bolcheviques no poder."

    Disse o ministro:

     “É preciso encerrar esse quadro de intimidação. É fundamental que o presidente da República, o ministro da Justiça e o diretor da Polícia Federal ponham cobro a esse tipo de situação. É abusivo o que se vem realizando. Não é possível se instalar no Brasil um modelo de Estado policial”.

    Veja que tipo de terrorismo lamentável, coisa de gângster. Quem faz isso na verdade não é agente público, é gângster”.
     

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    Enviado por: Carlão carlaocar@uol.com.br (02/07/2008 19:21)
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  • NADA DE COMER BOLACHA DEMAIS

    Oh! Tempora(ão)! Oh! Mores!. Ele quer proibir a propaganda de produtos alimentícios engordantes. Exemplo: as bolachas, sobretudo as "casadinhas" (com recheio). Nada de comer bolachas demais. O Estado não permite. É o Estado-disciplinar que vem vindo por aí.

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    Enviado por: Augusto de Franco augusto@augustodefranco.com.br (02/07/2008 17:36)
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  • AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2008

    A humanidade caminha, a vida é dinâmica, as pessoas evoluem e as idéias amadurecem!
    Mais detalhes só posso publicar no meu blog! Por favor visite-o!

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    Enviado por: Maria Madalena Prybicz prybiczmaria@ig.com.br (01/07/2008 21:59)
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  • NADA DE BOCHECHAR DEMAIS

    A Globo provou no telejornal do almoço que bombom com licor passa no bafômetro. Já o antisséptico bucal não passou muito bem, mas deve se dar o desconto que foi meio em cima da hora: o cara bochechou e assoprou no canudinho da máquina infernal. Mas será que as máquinas concordam entre si? Quem vai aferí-las? Bem, tudo isso importa pouco mesmo. O problema é o Estado-disciplinar que vem vindo por aí.

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    Enviado por: Augusto de Franco augusto@augustodefranco.com.br (01/07/2008 18:14)
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  • IMPERDÍVEL

    Imperdível o artigo de Sergio Bergman, publicado no último dia 30 de junho de 2008 no jornal argentino La Nación. Ele retrata não apenas a situação da Argentina dos Kirchner, mas as de todas as "manipuladuras", inclusive a brasileira de Lula.

    DE LO PATOLÓGICO A LO POLÍTICO

    Por Sergio Bergman
    Para LA NACION (30/06/08)

    La patología de los oscuros laberintos de la psiquis humana se encara en un marco terapéutico, no en un análisis sociológico o político. Es cierto que a una república no se la puede derivar a tratamiento cuando padece trastornos patológicos de la estructura de su personalidad institucional. Pero es lícita la analogía de asumir que patológico es cuando la responsabilidad de una nación se reduce, del equilibrio de poderes y funciones de mutuo control, tal como establece la Constitución, al destino de todos determinado por la personalidad de uno.

    Más aun cuando ese uno en realidad son dos. No por personalidad desdoblada, sino cuando, para un solo cargo y para la misma función, son dos personas que se hacen una en diferentes contextos y según la ocasión. Se trata de asumir que a través de la sociedad conyugal se ha consolidado una reelección.

    Nada para criticar en cuanto a la legalidad, pero en cuanto a la legitimidad toda para observar, recordar y rectificar a la hora de votar. Ya aprendimos que, aun estando habilitada la sucesión consecutiva y eterna en un matrimonio presidencial, se asume la evidencia de que eludir el vencimiento de los mandatos es contrario al espíritu constitucional. Todos observan y quedan perplejos al confundirse quién es quién y preguntarse si el que ejerce el poder es el que la mayoría votó, o bien quien se suponía que, sin elegirlo asumiría -o nunca abandonaría- el verdadero control.

    La Argentina está enferma hoy de una patología del poder que es autocracia para gobernar y democracia para elegir. Autocracia, termino que también propone el amigo Pepe Eliaschev, es todo lo contrario a democracia, pero no en referencia a cómo se elige al representante, sino cómo se gobierna para asumir la totalidad del poder.

    Por ello, cuando se cuestiona la autocracia, nos responden que se pretende golpear, desestabilizar y anular la democracia. Así, nuestra patología como nación es que, bajo la forma legitima de elecciones democráticas, se vota por mayoría a quien gobierna, pero, una vez que asume el poder, lo retiene y concentra. Así, la autocracia determina las políticas del Estado desde un totalitarismo sofisticado, que mantiene las formas e instituciones republicanas vaciadas de todo poder para ejercer lo que establece la Constitución, concentrado de forma discrecional en un Ejecutivo que abusa de la legalidad de necesidad y urgencia, al abortar con sus superpoderes toda legitimidad constitucional.

    El ejercicio del poder queda centrado en la persona que, aislada en sí misma, se alimenta de la propia visión, potenciando ya no a la nación, sino la noción de que todos dependemos de uno -que en realidad son dos- donde ya no suma, sino que resta toda posibilidad de dialogo que no será otra cosa que monólogos en intermitencia. Las instituciones quedan canceladas por un personalismo de autorreferencia. La vida política queda, entonces, reducida al comentario editorial, que es interpretación de la personalidad en la que aparecen voceros que ya no hacen oposición, sino descripción de la patología de una sociedad que, habiendo recuperado la democracia, se somete al unicato sin objeción.

    El carácter de la personalidad será, en este contexto, la variable determinante a partir de la cual se va a redimir o a suicidar no sólo el propio ego, sino el destino común de todos los habitantes de la Nación, que una vez más, como tanto nos gusta a los argentinos, somos espectadores en lugar de protagonistas del espectáculo lamentable al que transformamos la política.

    Patológico también es estar siempre enojado y gritarles a los demás, muchas veces, porque uno mismo no quiere escuchar. También lo es volver compulsivamente siempre al pasado, ya no para recordar y hacer memoria, sino para manipularla en beneficio de la propia historia de la que uno se apropia cuando la quiere editar.

    Patológico es el uso y abuso de la memoria, como si fuera sólo un viaje de vuelta, al llevar a todos al pasado para confrontar hoy nuevamente aquello que no se debe olvidar, pero que no existe en el presente, salvo en la retórica que es funcional. Por el contrario, todos los que hacen sana memoria saben que el viaje es de ida y vuelta, para retomar el sentido de futuro, para superar lo acontecido, para no quedar atrapados siempre en el pasado, que no está pisado sino aprendiendo para no repetirlo, pero para lograr que sea definitivamente pasado superado con el fin de poder avanzar.

    Político es, a diferencia de lo patológico, una ciencia y una conciencia, que no se centra en la estructura de la personalidad ni en los desvíos institucionales desdoblados entre lo que se dice y lo que se hace.

    Política es la acción cultural de ser humanos civilizados que fijamos reglas de juego claras, pactadas en la ley, y que, más allá de las razones de cada parte, no se cae en la barbarie de cumplir las reglas cuando conviene y vulnerarlas cuando el que tiene la fuerza las quiere imponer. Condiciones que la política ofrece en el marco de la ley, tanto de forma y de espíritu, para acceder, ejercer, controlar y suceder un poder que, lejos de ser absoluto, es una función para implementar en lo concreto, un proyecto que trasciende a las personas e instituciones que lo gestionan.

    Así, en nuestra Nación, el sistema político es una democracia para elegir a nuestros representantes y una república para que nos gobiernen. Si bien la Constitución habilita un estilo presidencialista, no anula ni subordina al absoluto de su persona los poderes autónomos y de recíproca regulación del orden ejecutivo, legislativo y judicial.

    Una república representativa federal es un sistema político al que nos debemos y cuyos contenidos políticos lo determinan los partidos, en el que los ciudadanos se enrolan para acceder a los papeles de representación, pero desde los cuales no podrán hacer lo que quieren, sino lo que deben, ya que el gobierno no les pertenece, sino que pertenece siempre al pueblo, a partir del principio fijado en la Constitución, que determina que el pueblo no delibera ni gobierna, sino a través de sus representantes.

    Nos encontramos, entonces, en una crisis política de representación, en la medida en que los ciudadanos, alienados de la política, se alejan y distancian de ella, y en lugar de cultivarla y practicarla advierten a todos "no te metás", para debilitar así el sistema, que puede ser fácilmente vulnerado por las corporaciones o los personalismos, que someten al sistema a su voluntad en lugar de someter su voluntad al sistema.

    Hasta que no se asuma que reivindicar la política está por encima de reivindicar a los políticos, y que podemos criticarlos a ellos, en la medida en que asumamos y reparemos también nuestra hipocresía ciudadana cuando aceptemos que todos debemos participar, para fortalecer desde cualquier partido al sistema que, por encima de los dirigentes, dé las garantías de afirmar tanto la democracia como la república. La dimensión cívica es, entonces, la última, que en definitiva es la primera. Desde la conciencia cívica es desde donde se podrá acudir a las nuevas generaciones que, ya nacidas en democracia, no se asustan de las arengas del pasado, y que, habiendo aprendido la lección, nacen tan libres como responsables para participar en la política. Una dimensión cívica en la que, quienes se asoman primero como espectadores privilegiados, tanto de nuestra patología como de nuestra crisis política, pueden asumir la gran oportunidad de ejercer en democracia la reconstrucción de la república.

    Cumplimos veinticinco años custodiando como pueblo un logro de todos -que no puede atribuirse ningún gobierno ni partido- que es la democracia como pacto sagrado que los argentinos no pretendemos vulnerar. A pesar de intimidarnos acusando a quienes piensan distinto de desestabilización destituyente, afirmemos pacífica y ejemplarmente los ánimos de las ánimas jóvenes, para que encuentren nuevas opciones de consolidar tanto la democracia como la república, e instituir una ciudadanía que ejerce no sólo derechos, sino que toma responsabilidad, al cumplir con las obligaciones.

    De esta forma, no estaremos condenados al refritado permanente de más de lo mismo, o a una regresión compulsiva al discurso del pasado para confrontar en lugar de enfrentar, sabiendo que necesitamos nuevas formas, nuevos contenidos y renovadas utopías para que el condominio al que reducimos al país vuelva con actores protagónicos de espiritualidad cívica a ser la nación que afirma nuestra Constitución.

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    Enviado por: Augusto de Franco augusto@augustodefranco.com.br (01/07/2008 10:00)
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  • Jamais vu. Déjà vu. De novo

    Num certo trecho da entrevista que concedeu à Veja, Gilberto Carvalho diz que "Ele ( Lula ) é um sujeito que controla tudo com mão-de-ferro o tempo todo. O presidente concentra muito o poder".

    Nada mais verdadeiro, ainda mais dito por quem é tão íntimo, pessoal e funcionalmente, desse que ele chama de presidente e a quem eu chamo apenas de desgovernante. É um reconhecimento explícito de que o desgovernante nunca deixou de saber de nada do que se passa ao seu redor, uma vez que ele, vale repetir, concentra muito o poder, controlando tudo com mão-de ferro o tempo todo. Mas, ainda que não tivesse essa característica, reconhecida pelo seu áulico mais próximo, eu diria, numa modesta suposição, que ele, como desgovernante, não teria como não ter visto, ouvido e sabido de tudo. Afinal de contas, alguns dos mais emblemáticos escândalos do seu desgoverno aconteceram dentro própria da Casa Civil. Alguém sabe, por acaso, o que é a Casa Civil de um governo?

    Luiz Macklouf Carvalho escreveu, sobre o desgovernante, um livro entitulado "Já Vi Esse Filme". Quem o viu sabe que tudo o que veio depois é mero repeteco, com sabor de filme antigo. Jamais vu, diz Lula. Déjà vu, respondemos nós.

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    Enviado por: Carlão carlaocar@uol.com.br (30/06/2008 07:51)
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  • BESTEIROL SOBRE RUTH

    Começou a temporada do besteirol sobre Ruth Cardoso. Dizem que ela foi a idealizadora da rede de proteção social. Nada mais falso. Havia, sim, no governo Fernando Henrique, quem propusesse isso, quem concordasse com isso. Tanto é assim que surgiram programas de transferência condicionada de renda no governo anterior. Mas esse não era nosso foco. A Comunidade Solidária foi responsável por programas de indução do desenvolvimento social, quer dizer, de promoção - não de proteção - social. Até porque não era a nossa missão. Não cuidávamos da política social do governo. Realizávamos iniciativas inovadoras de investimento em capital humano e em capital social. Nosso lema era: “Fortalecer a Sociedade <=> Promover o Desenvolvimento”. Buscávamos lançar as bases de um novo padrão de relação entre Estado e sociedade. Escrevemos conjuntamente (Ruth, eu, Miguel Darcy e Thereza Lobo) dois livros sobre isso e dezenas de documentos que foram base para 14 Rodadas de Interlocução Política envolvendo cerca de 500 atores do governo, da academia, das empresas e da sociedade civil. Agora vem a tolice - inclusive tucana - dizer que foi Ruth, foi a Comunidade Solidária, que, em nome do governo anterior, arquitetou os programas sociais (assistencialistas, sim, clientelistas, sim) do atual governo que maravilham pretensos entendidos no assunto. Nada disso. Sempre dissemos que não se devia premiar os carecimentos (com programas de cestas, bolsas ou o que seja, baseados na oferta estatal) e sim os esforços feitos pelos cidadãos para sair da sua condição de carecimento. Pior do que perder Ruth e ter de ouvir agora as besteiras que começaram a dizer sobre ela. Melhor que ficassem calados, no mínimo por respeito, do que ficar falando do que nunca conseguiram entender, porque não fizeram o menor esforço para tanto.

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    Enviado por: Augusto de Franco augusto@augustodefranco.com.br (29/06/2008 17:20)
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  • BOMBOM COM LICOR

    O achado é do Reinaldo Azevedo, no seu blog de hoje. Quer dizer que o cara que comeu um bombom com licor não vai passar no bafômetro? Onde esses caras estão com a cabeça?

    O que está acontecendo com a sociedade brasileira é que os estatistas apoderaram-se do Estado e agora estão querendo nos salvar usando o Estado. E ainda tem a turma dos basbaques que vivem falando da "falta de Estado", o que reforça a visão estatista e autocrática de que um Estado nas mãos corretas pode fazer milagres pela espécie humana. E pensar que esses caras eram marxistas (alguns ainda são), queriam a extinção do Estado (é claro, fortalecendo-o primeiro, pois que na sua insanidade imaginam ser possível extinguir uma coisa fortalecendo-a).

    Em todas as épocas e em todos os lugares em que estatistas que queriam acabar com o Estado alcançaram o poder - pela violência ou pelo voto - o que se viu foi um inchamento do Estado, da corrupção de Estado e do banditismo de Estado. O estatismo é uma praga, mais do que isso, é um crime de lesa-sociedade, venha ou não travestido com a roupagem do nacionalismo ou do patriotismo.

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    Enviado por: Augusto de Franco augusto@augustodefranco.com.br (29/06/2008 17:07)
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  • “O lado podre da hipocrisia”

    Elio Gaspari escreve hoje, na FSP, sobre o aparelhamento do Ipea ( "O comissariado está destruindo o Ipea" ). Segundo ele, o esquadrão petista trabalha com duas patrulhas: a ideológica esconde números e a funcional esconde pessoas. E mais: diz que a instituição, que ora está sendo molestada pelo lulopetismo, foi respeitada até pelas "bruxas da ditadura". Que coisa, hein?!

    Aliás, tenho ouvido dizer com certa freqüência, a respeito desse desgoverno, que isto ou aquilo não ocorreu nem na ditadura. E, ao ouvir, fico pensando, com os meus botões, que o regime em curso pode estar sendo, em diversos aspectos, tão ou mais lesivo para as instituições do que a própria ditadura foi. O meu raciocínio é simples. Naquela época havia uma revolta geral contra desinstitucionalização do país, uma vez que ela ocorria às escâncaras. Hoje, ao que tudo parece indicar, vivemos num simulacro de democracia, já que as instituições vêm sendo sistematicamente afrontadas pelo Poder, sem que nada se faça para coibir o processo da sua dissolução. Todos ou quase todos se calam, no mais profundo e obsequioso silêncio. E as instituições se desfazendo, numa grande pasta gelatinosa. Como exemplo maior, citaria a impunidade que grassa nos altos círculos da "República", desde o escândalo Waldomiro Diniz até o escândalo mais recente, o da Varig, que bate à porta do gabinete desgovernamental. Ou seja, regredimos da ditadura para cá, tendo em vista o fato de que nos encontramos hoje, não na democracia, mas no "lado podre da hipocrisia".

    Mesmo assim, os nossos democratas dormem tranqüilos. Afinal de contas, as instituições estão funcionando, não é mesmo? Conversa! Se funcionassem,  há alguém "nestepaís" que, não sendo "tolo, covarde, nem cúmplice", acreditaria que esse desgoverno ainda não tivesse caído? 

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    Enviado por: Carlão carlaocar@uol.com.br (29/06/2008 14:46)
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  • Brasimbábue

     A foto foi emprestada do blog do Coronel. Não é que eu queira comentar, já que ela fala por si mesma, e vale por uma tese. Mas a festa, os personagens, as alegorias, os adereços… tudo retrata, à perfeição, o Brasimbábue.

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    Enviado por: Carlão carlaocar@uol.com.br (29/06/2008 09:50)
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  • Jamais vu, déjà vu

     Em comentário anterior ( 27/06 - 7:16 ), discorrendo sobre o "Bolsa-Esmola", afirmei que "todos têm sido complacentes demais com essa empulhação caça-votos, ao atribuir-lhe o crédito de uma redução da desigualdade social que, se ocorre mesmo ( Clóvis Rossi, por exemplo, baseado em números do próprio desgoverno, não a admite ), não passa de ser vegetativa e pífia".  

    Hoje, na FSP, Clóvis Rossi reporta-se novamente ao assunto. E pra valer. Reafirma, amparando-se em avaliação realizada por Claudio Dedecca, professor do Instituto de Economia da Unicamp, que  não há redução de desigualdade no país. Isto porque só entram nas contas que a revelariam os ganhos salariais, aposentadorias e benefícios obtidos em programas de transferência de renda. Juros, lucros e renda da terra, por exemplo, não entram nessa conta. O próprio Ipea já calculou em 90% a omissão de dados sobre ganhos de capital na avaliação da PNAD, que é a mãe da lenda sobre a queda da desigualdade. O Ipea, vale lembrar, parece que teve o seu cabresto apertado há poucos dias.

    É isso aí. Esse desgoverno, que a todos manipula, haveria de respeitar os números que se encontram sob sua guarda? Não, muito provavelmente, e esta é a razão pela qual tenho dito que não acredito em nada que proceda dos seus aparelhos. Para mim, a única realidade presente é que ele não tem feito outra coisa senão aproveitar-se  - de forma tosca, tacanha, medíocre, infelizmente -  dos abençoados dividendos da "herança maldita" da macroeconomia tucana e do excepcional momento em que vive a economia mundial. Ou seja, quase nada faz, enquanto arrasa as instituições e tripudia sobre a democracia.

    A propósito, leiam a "Entrevista com o vampiro" ( é o Gilberto Carvalho, entrevistado pela Veja, segundo o Coronel ) e reparem na forma como ele discorre sobre os maiores escândalos da história deste país, com a insustentável leveza de alguém que andasse "pisando nos astros, distraído". Pura desfaçatez, como vimos, às catadupas, por ocasião do bárbaro assassinato de Celso Daniel, em que ele, Gilberto Carvalho, foi citado no esquema de arrecadação de dinheiro e, depois, na tentativa de "limpar a cena do crime" de qualquer indício do suposto envolvimento do seu partido.

    E, se vocês me permitem, não gostaria de terminar esta minha algaravia sem perguntar, timidamente, quais foram as conclusões da polícia "republicana" do Márcio Thomaz Bastos e do Tarso Genro sobre o dossiê dos aloprados ( alguém foi punido? descobriram a origem daquela dinheirama? ) e do dossiê dos "cuecões corporativos" cometido pela Casa Civil ( foram ouvidos, pelo menos, a Erenice, a Dilma, o Lula? ). Por outro lado, o quê o Ministério Público vai fazer em relação ao caso Varig, em que o desgovernante, a "Mãe" e o "kumpadre" parecem estar envolvidos?

    Eles e os que deveriam investigá-los dizem sempre que não houve nada, que não sabem de nada. Nós, da patuléia, que temos um pouquinho da tal "massa encefálica dentro do cérebro" (argh!), temos como certo que já sabemos de tudo, mesmo porque tudo o que vemos hoje parece não passar de repetição do que vimos ontem, de Waldomiro a Teixeira. Até o desgovernante é o mesmo.

    Jamai vu, dizem eles. Deja vu, dizemos nós. 

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    Enviado por: Carlão carlaocar@uol.com.br (29/06/2008 09:30)
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  • “O caso Varig está encerrado”

    A respeito disso ( "O caso Varig está encerrado" ), um anônimo escreveu no blog do Reinaldo Azevedo:

    A fala de Lula é interessante porque podemos fazer permutas no sujeito da frase sem que haja qualquer variação no seu teor de verdade — ou de mentira. Vejam as frases que o Apedeuta poderia dizer, em ordem cronológica:
    “Para mim, o caso Waldomiro está encerrado”.
    “Para mim, o caso mensalão está encerrado”.
    “Para mim, o caso dossiê dos aloprados está encerrado”.
    “Para mim, o caso dossiê anti-FHC/Ruth está encerrado”.

    Se formos recuar mais no tempo, pode-se acrescentar:
    “Para mim, o caso Celso Daniel está encerrado”.
    “Para mim, o caso Toninho do PT está encerrado”.

    SÓ NÃO ESTÁ ENCERRADO PRO BRASIL INTEIRO, PRA JUSTIÇA, PRO TCU, PRA PF, PRO MP, PARA OS HONESTOS e PARA A HISTÓRIA.

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    Enviado por: Carlão carlaocar@uol.com.br (28/06/2008 19:04)
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  • Conclamação

    Devido aos numerosos e graves escândalos que vêm marcando a administração federal, conclamo os petistas ( em primeiríssimo lugar! ) e todos os demais ocupantes de cargos públicos nesse desgoverno a que, ao término dessa tresloucada aventura a que se atrelaram  - ou antes até, se possível -,  autorizem, publicamente, a bem da sua honra e face ao julgamento implacável da História, a quebra do seu sigilo bancário, fiscal e telefônico, bem como o rastreamento de possíveis contas suas em paraísos fiscais (essa medida deveria, idealmente, ser estendida também a seus familiares e a qualquer outra pessoa que pudesse estar funcionando, no caso, como "laranja"). Creio que esse gesto magistral e de todo necessário preservará, os que são honestos ( há quem diga não os há, mas acredito que haja, sim, mesmo que não sejam tantos quanto gostaríamos que fossem ), de uma condenação geral que, por mais que tarde, um dia virá, tão contundente e inapelável quanto jamais se viu antes na história deste país!

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    Enviado por: Carlão carlaocar@uol.com.br (28/06/2008 09:03)
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  • MEU REENCONTRO ONTEM COM MATURANA

    image

    Humberto Maturana Romesin é um dos gênios do século passado. Não tenho visto ultimamemente sua produção teórica, escrita depois do década de 1990. Mas ele continua trabalhando. Estive com ele no encerramento de um curso que está ministrando em Curitiba. Conto aqui alguns detalhes desse reencontro.

    Reencontrei ontem Humberto Maturana no CIETEP, em Curitiba, no encerramento de um curso promovido pela UNINDUS. Não estou fazendo o curso. Fui lá apenas para lhe dar um abraço. Estive com ele em 1999, na Universidade do Chile, depois que lhe enviei um livro intitulado "O Complexo Darth Vader" (cuja edição recolhi antes de uma distribuição mais ampla). As idéias básicas desse livro foram resumidas depois em um capítulo do meu "Capital Social" (2001).

    Me surpreendi quando cheguei lá (fui ao Chile somente para isso), naquele apertado laboratório universitário, que servia também de escritório e refeitório para Maturana e sua equipe. Sim, não havia espaço para nada e ele me recebeu na copa, onde, juntamente com chícaras sujas de café, sobre uma mesa forrada com essas toalhas de plástico baratas, penso ter visto um microscópio. Pode ser imaginação minha: já fazem quase dez anos.

    Meu propósito era convidá-lo para uma Conferência sobre Projetos Estratégicos Alternativos para o Brasil. A conferência aconteceu mas, por algum motivo, ele não pode vir.

    Então, para começar nossa conversa, fui me apresentar ao professor. Ele me interrompeu de pronto. Disse que havia lido meu livro, que era um livro muito forte. Para ele, eram desnecessárias quaisquer referências adicionais: já estávamos suficientemente apresentados.

    Conversamos um pouco, sobretudo sobre a democracia (um dos temas do seu livro com Gerda Verden-Zöller (1993): "Amor y Juego: fundamentos olvidados de lo humano – desde el Patriarcado a la Democracia"). Lembro-me que fiquei de dar continuidade àquele diálogo a distância e que foi por minha culpa que essa colaboração não ocorreu. Minha idéia era escrever com ele um livro de diálogos sobre a democracia. Alguns dias depois, já de volta ao Brasil, recebi de sua parte uma brochura sem data, intitulada "La democracia es una obra de arte", contendo duas palestras ministradas por ele no Instituto para el Desarrollo de la Democracia Luis Carlos Galán, da Colômbia. Ele avisou que não tinha outra cópia. Tirei uma fotocópia e demorei um pouco para devolver-lhe o original.

    Naquela altura já havia adquirido todos os livros de Maturana publicados no Chile. Nos dois anos seguintes devorei sua opera omnia. E produzi um alentado artigo, intitulado "Uma teoria da cooperação baseada em Maturana", que apareceu inicialmente como um capítulo de "Capital Social" e depois foi rearrumado e publicado na revista Aminoácidos 4 (Brasília: AED, 2002). Agora em 2008 entreguei ao domínio público o texto, que se acha disponível online em http://contexto4.blogspot.com

    Bom, nossa conversa não continuou. Mas Maturana passou a constituir uma das referências centrais do meu trabalho.

    Fiquei feliz de revê-lo ontem, depois de quase uma década. Ele não demorou muito para me reconhecer. Entreguei para ele novamente o meu cartão, no qual escrevi, no verso, o endereço eletrônico de "Uma teoria da cooperação baseada em Maturana". Ele prometeu dar uma olhada. Perguntei se ele continuava trabalhando com democracia. Respondeu que não, que não falava mais sobre ela, que apenas se encontrava com ela pela vida… Rimos. Na hora da despedida, esboçamos um aperto de mão. Mas, num impulso simultâneo, nos abraçamos calorosamente. Isso foi ontem, um pouco antes das 19 horas. Dia do meu aniversário, que não comemorei. Fui dormir muito cedo. Já tinha recebido o melhor presente.

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    Enviado por: Augusto de Franco augusto@augustodefranco.com.br (28/06/2008 08:45)
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  • In Memoriam

    Não sei quais eram as reais condições de saúde da Dona Ruth quando os ocupantes do Palácio do Planalto desencadearam aquela sórdida operação  - o dossiê elaborado na Casa Civil -  que, como disse o Reinaldo, pretendia livrar o desgoverno de revelar seus desatinos com os cofres públicos. Mas não posso calar o que penso e sinto, mesmo que não seja de bom-tom expressá-lo, particularmente nesta hora. O fato é que o sofrimento dessa mulher, reconhecida como discreta e honrada por todos os que a conheceram, deve ter sido grande, muito grande mesmo. A ponto, talvez, de ter comprometido, de modo irremediável, uma saúde que já devia ser periclitante. Não era, por certo, a intenção explícita da "organização" que a molestou, já que esta queria " apenas" conpurscar-lhe a honra e, não, atingir de forma tão inapelável a sua vida. "Tentaram assassinar a sua reputação", disse o Reinaldo. Encurtaram a sua vida, estaria supondo eu. Ou, pelo menos, torturaram-na, moralmente, nos seus últimos meses de vida.

    Confesso que não tenho lá muita simpatia pelo Fernando Henrique. É algo que já vem desde a emenda da reeleição e foi se complicando ao longo do seu segundo mandato. Agravou-se muito quando percebi que ele e a sua turma estavam contribuindo decisivamente para a calamidade que seria a ascensão de Lula e seus apaniguados ao poder central, que acabou acontecendo. Por causa disto, já o chamei até, mais de uma vez, de "Kerensky brasileiro". Devo reconhecer, no entanto, a bem da verdade, que ele é de uma estirpe bem diferente, mas bem diferente mesmo!, da que marca aqueles que atentaram contra a probidade e a honra sua e da sua esposa, na utilização de recursos públicos. Essa deve ter sido, no meu entendimento, a principal razão pela qual ele recebeu, como reza o figurino, as condolências de uma certa comitiva que se apresentou lá no velório da Dona Ruth. Reforçada, é claro, essa razão, pela sua boa educação, pelo dever institucional que lhe pesa sobre os ombros e por tudo o mais que se possa alegar no mesmo sentido.

    Como este comentário foi inspirado num post do Reinaldo sobre o mesmo assunto, já transcrito aqui, vou concluir com as mesmas palavras com que ele concluiu seu comentário:

    "Que as Erínias se encarreguem dos covardes que praticaram a lambança. Eu só ajudo com a memória. O ex-presidente está institucionalmente obrigado a poupá-los. Eu não estou. Três meses antes de Ruth morrer — trabalhando, aos 77 anos —, eles tentaram assassinar a sua reputação. Uma trama palaciana. Onde há um chefe inequívoco.

    Morta, Ruth sobreviveu. Mesmo vivos, espero que eles não sobrevivam".

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